As Mulheres na Computação e na Ciência (versão 2026)
Olá, pessoal!
Hoje é 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e assim como fiz lá em 2012 aqui no blog — quando apresentei três nomes que considero fundamentais para a história da computação —, quero voltar a esse tema com um olhar mais amplo, mais aprofundado, e com o reconhecimento de que a lista de 2012 era um ponto de partida, não um inventário. Treze anos depois, o assunto continua urgente e, felizmente, mais visível do que era.
Hoje é 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e assim como fiz lá em 2012 aqui no blog — quando apresentei três nomes que considero fundamentais para a história da computação —, quero voltar a esse tema com um olhar mais amplo, mais aprofundado, e com o reconhecimento de que a lista de 2012 era um ponto de partida, não um inventário. Treze anos depois, o assunto continua urgente e, felizmente, mais visível do que era.
Antes de tudo: parabéns a todas as mulheres, especialmente às que estão na área de tecnologia, computação, ciências exatas e engenharias — áreas que ainda hoje, em 2026, travam uma batalha silenciosa contra estereótipos que deveriam ter ficado no século passado. Sigam firmes.
Vamos ao conteúdo.
1. Ada Byron, Condessa de Lovelace — A Primeira Programadora da História
Já falei dela em 2012, mas ela merece uma análise mais cuidadosa do que um parágrafo. Ada Byron (1815–1852) era filha do poeta Lord Byron e de Annabella Milbanke, que — curiosamente — insistiu na educação matemática da filha exatamente para afastá-la da "irracionalidade poética" do pai. Resultado: Ada se tornou uma das mentes mais singulares do século XIX.Sua conexão com Charles Babbage e a Máquina Analítica é o ponto central da história. Em 1843, Ada traduziu do francês um artigo do engenheiro italiano Luigi Menabrea sobre a Máquina Analítica de Babbage — e adicionou notas que eram mais longas do que o artigo original. Nessas notas, ela descreveu pela primeira vez um algoritmo destinado a ser processado por uma máquina: o cálculo dos números de Bernoulli. Esse algoritmo é considerado o primeiro programa de computador da história.
O que torna Ada ainda mais notável é que ela não apenas operacionalizou a ideia da máquina — ela compreendeu o alcance conceitual dela. Enquanto Babbage via a máquina como uma calculadora avançada, Ada escreveu que a máquina poderia operar sobre qualquer símbolo, não apenas números, antecipando décadas antes do que Turing formalizaria no século XX.
Em 1980, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos batizou de Ada a linguagem de programação desenvolvida para seus sistemas críticos — uma homenagem direta ao seu legado. A linguagem ainda é usada hoje em sistemas embarcados de aviação, defesa e infraestrutura crítica.
2. Grace Murray Hopper — A Almirante que Criou a Linguagem que Você Nunca Ouviu Falar, Mas que Ainda Roda o Mundo
Grace Hopper (1906–1992) é outro nome que já apareceu aqui, mas que merece ser expandido. Ela foi matemática, cientista da computação e oficial da Marinha dos Estados Unidos — chegando ao posto de Contra-Almirante, uma das primeiras mulheres a ocupar essa posição.Sua contribuição mais direta foi o desenvolvimento do conceito de compilador: um programa que traduz código escrito em linguagem humana para linguagem de máquina. Antes disso, programar significava trabalhar diretamente com código de máquina ou assembly — um processo extremamente trabalhoso e propenso a erros. Grace defendeu que as linguagens de programação deveriam se aproximar do inglês, tornando a programação acessível a mais pessoas.
Ela desenvolveu o FLOW-MATIC, a primeira linguagem de programação baseada em palavras em inglês, que influenciou diretamente a criação do COBOL (Common Business-Oriented Language) em 1959. O COBOL não é apenas uma curiosidade histórica: estima-se que ainda existam 220 bilhões de linhas de COBOL em produção no mundo, processando transações bancárias, sistemas governamentais e operações da bolsa de valores todos os dias. A linguagem que roda silenciosamente por trás de parte substancial da economia global nasceu diretamente do trabalho de Grace Hopper.
Quanto ao famoso "bug": em 1947, sua equipe encontrou uma mariposa presa nos relés do computador Mark II, no laboratório de Harvard, causando uma falha. Grace colou o inseto no diário de bordo com a anotação "First actual case of bug being found" (Primeiro caso real de bug encontrado). O termo "bug" para erros de software já circulava informalmente antes disso, mas esse episódio é o registro histórico mais documentado e ajudou a consolidar o termo.
Em 1998, a Marinha americana colocou seu nome em um contratorpedeiro: o USS Hopper (DDG-70), que permanece em serviço ativo. Poucas pessoas têm o privilégio de ter um navio de guerra batizado em sua homenagem.
3. Lois Haibt — A Mulher que Ajudou a Criar o FORTRAN
Lois Haibt fez parte do time de dez pessoas que desenvolveu o FORTRAN na IBM, lançado em 1957 — a primeira linguagem de programação de alto nível a ter sucesso comercial expressivo. O FORTRAN (FORmula TRANslation) foi revolucionário porque permitiu que cientistas e engenheiros escrevessem programas em uma notação próxima da matemática, sem precisar lidar com a arquitetura física do hardware.Haibt foi responsável por partes cruciais do compilador, incluindo análise de fluxo de programa. Ela também trabalhou posteriormente em visualização de estruturas de programas e análise de Redes de Petri no IBM Research Laboratory de Yorktown Heights. O FORTRAN continua em uso até hoje em computação científica de alta performance — física, meteorologia, engenharia aeroespacial.
4. Margaret Hamilton — A Mulher que Inventou a Engenharia de Software e Salvou a Apollo 11
Margaret Hamilton (nascida em 1936) é cientista da computação americana e foi a primeira programadora contratada para o projeto Apollo no MIT. Ela liderou a Divisão de Engenharia de Software do MIT Instrumentation Laboratory — a equipe responsável pelo desenvolvimento de todo o software de navegação embarcado nas missões Apollo da NASA.Sua contribuição mais imediata e dramática aconteceu em 20 de julho de 1969, a três minutos do pouso do módulo lunar Eagle na Lua. O computador de bordo começou a disparar alarmes de sobrecarga porque um radar secundário havia sido ativado acidentalmente pela tripulação, consumindo capacidade de processamento. O sistema entrou em colapso? Não — porque Hamilton havia projetado um mecanismo de prioridade de tarefas que descartava processos menos críticos e mantinha o computador focado exclusivamente no pouso. Em uma carta de 1971, ela registrou: se o computador não tivesse reconhecido o problema e tomado ação de recuperação, a Apollo 11 provavelmente não teria sido bem-sucedida.
Mas a contribuição de Hamilton vai além da missão específica. Ela é creditada por cunhar o próprio termo "engenharia de software" — uma expressão que ela começou a usar deliberadamente para dar à programação o mesmo status de disciplina séria e rigorosa que as demais engenharias. Na época, nenhuma universidade ensinava engenharia de software. Ela e sua equipe construíram os fundamentos da área na prática, resolvendo problemas reais em sistemas críticos de missão.
Ela desenvolveu conceitos que são pilares do software moderno: software assíncrono, escalonamento por prioridade e detecção e recuperação de erros em tempo real. Esses conceitos estão presentes em sistemas embarcados, sistemas operacionais e qualquer software que precise ser confiável sob condições imprevisíveis — o que, hoje, é praticamente tudo. Em 2016, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do presidente Barack Obama pelo seu trabalho na Apollo.
5. Hedy Lamarr — Atriz de Hollywood e Inventora da Tecnologia por Trás do Wi-Fi e Bluetooth
Este nome surpreende muita gente, e por um bom motivo: Hedy Lamarr (1914–2000) foi uma das maiores estrelas de Hollywood nos anos 1940 e, ao mesmo tempo, uma inventora de tecnologias cujo impacto você sente toda vez que usa Wi-Fi, Bluetooth ou GPS.Durante a Segunda Guerra Mundial, ela desenvolveu junto com o compositor George Antheil um sistema de comunicação por salto de frequência (frequency hopping). A ideia era criar um sinal de rádio que mudasse de frequência rapidamente e de forma sincronizada entre o transmissor e o receptor, tornando impossível para o inimigo interceptar ou bloquear o sinal. Eles patentearam a invenção em 1942.
A Marinha americana ignorou a patente na época — e ela expirou sem que Hedy recebesse um centavo. Décadas depois, os princípios do salto de frequência foram fundamentais para o desenvolvimento do CDMA (Code Division Multiple Access), que é a base técnica das redes sem fio modernas, incluindo Wi-Fi e Bluetooth. Só em 1997, poucos anos antes de sua morte, ela recebeu o Electronic Frontier Foundation Pioneer Award pelo reconhecimento de sua contribuição.
Uma mente científica de primeira linha, oculta por décadas por trás do glamour de Hollywood e pela relutância da época em reconhecer mulheres como inventoras.
6. Katherine Johnson — A Matemática que Calculou as Trajetórias que Levaram o Homem à Lua
Katherine Johnson (1918–2020) foi uma matemática da NASA cujo trabalho foi literalmente indispensável para o programa espacial americano. Ela calculava à mão as trajetórias orbitais, pontos de lançamento e janelas de retorno das missões espaciais com uma precisão que os computadores eletrônicos da época não conseguiam superar de forma confiável.Antes de enviar John Glenn ao espaço em 1962 na missão Friendship 7, a NASA havia calculado a trajetória usando seus novos computadores IBM. Glenn, desconfiando dos computadores, se recusou a voar até que Katherine Johnson conferisse pessoalmente os cálculos e confirmasse que estavam corretos. Ela confirmou. A missão foi um sucesso.
Katherine Johnson trabalhou na NASA por 35 anos, contribuindo para missões como o Apollo 11 — a que pousou na Lua — e o desenvolvimento dos primeiros ônibus espaciais. Ela foi uma das "Figuras Ocultas" (Hidden Figures) retratadas no livro de Margot Lee Shetterly e no filme de 2016, que trouxe visibilidade para o trabalho de mulheres negras que foram pilares do programa espacial americano enquanto permaneciam invisíveis para o público.
Em 2015, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil dos Estados Unidos. A NASA batizou um de seus edifícios em sua homenagem.
7. Dorothy Vaughan — A Primeira Gerente Negra da NASA
Dorothy Vaughan (1910–2008) foi supervisora no NACA (predecessor da NASA) em uma época em que a agência era racialmente segregada. Ela gerenciou um grupo de matemáticas negras conhecidas como "computadoras humanas" — mulheres que realizavam cálculos que alimentavam os projetos aeroespaciais americanos.Quando a NASA começou a adotar computadores IBM no final dos anos 1950, Dorothy percebeu o que estava por vir. Em vez de resistir ou ignorar a mudança, ela aprendeu sozinha a linguagem de programação FORTRAN — e ensinou o mesmo para sua equipe inteira, garantindo que todas tivessem as habilidades para continuar relevantes na transição tecnológica. Uma lição de adaptabilidade que ainda ressoa hoje.
8. Mary Jackson — A Primeira Engenheira Negra da NASA
Mary Jackson (1921–2005) completou o trio de Hidden Figures. Ela foi a primeira engenheira negra da NASA, e sua trajetória envolveu superar barreiras simultâneas de gênero e raça. Para concluir os cursos de engenharia necessários para sua promoção, ela precisou de autorização judicial para frequentar aulas em uma escola para brancos na Virginia segregada dos anos 1950.Ela dedicou a segunda metade de sua carreira a trabalhar dentro da NASA para melhorar as oportunidades de mulheres e minorias na agência — uma transição deliberada de engenharia técnica para engenharia social. Em 2019, o edifício sede da NASA em Washington foi batizado com seu nome.
9. Radia Perlman — A Mãe da Internet
Radia Perlman é engenheira de software e de redes, e é responsável por uma das invenções mais fundamentais para a internet moderna: o algoritmo Spanning Tree Protocol (STP), desenvolvido em 1985.Para entender a importância disso: redes de computadores são conectadas por equipamentos chamados switches. Quando você tem múltiplos switches interligados, surgem loops — caminhos que fazem os pacotes de dados circularem infinitamente, congestionando a rede. O STP resolve esse problema de forma elegante, criando uma árvore sem loops a partir de uma topologia arbitrária de rede, de forma automática e dinâmica.
Sem o STP (e seus descendentes modernos como o RSTP e MSTP), as redes de área local em escala corporativa — e por extensão a internet como a conhecemos — simplesmente não funcionariam da forma como funcionam. Radia Perlman tem mais de 100 patentes registradas e continua ativa na área de segurança e protocolos de rede.
10. Frances Allen — A Pioneira em Otimização de Compiladores
Frances Allen (1932–2020) foi a primeira mulher a receber o Prêmio Turing — considerado o Nobel da computação —, em 2006. Ela passou toda sua carreira na IBM e revolucionou a área de compiladores, especificamente em técnicas de otimização de código.Quando você escreve um programa em uma linguagem de alto nível e o compilador transforma esse código em instruções de máquina eficientes — sem que você precise se preocupar com os detalhes do hardware —, boa parte das técnicas que tornam isso possível remontam ao trabalho de Frances Allen nas décadas de 1960 e 1970. Ela desenvolveu conceitos como análise de fluxo de dados e transformações de programas paralelos que são usados até hoje em compiladores modernos como GCC, LLVM e os compiladores de linguagens como Rust e Go.
11. Anita Borg — A Mulher que Lutou Para Mudar a Cultura da Tecnologia
Anita Borg (1949–2003) foi engenheira de sistemas e fundadora do Instituto Anita Borg, uma organização dedicada a aumentar a participação e o avanço de mulheres na tecnologia. Ela também fundou o Systers, em 1987, a primeira lista de e-mail para mulheres na computação — o que hoje chamamos de comunidade online, ela criou quando a internet comercial nem existia.
Seu argumento central era simples e poderoso: tecnologia moldada exclusivamente por homens reflete os valores, vieses e pontos cegos de homens. Para que a tecnologia sirva à humanidade de forma ampla, ela precisa ser desenvolvida por pessoas com experiências diversas. Esse argumento, que parecia radical nos anos 1990, é hoje um consenso crescente na indústria — ainda que a prática ainda esteja muito aquém do discurso.
Seu argumento central era simples e poderoso: tecnologia moldada exclusivamente por homens reflete os valores, vieses e pontos cegos de homens. Para que a tecnologia sirva à humanidade de forma ampla, ela precisa ser desenvolvida por pessoas com experiências diversas. Esse argumento, que parecia radical nos anos 1990, é hoje um consenso crescente na indústria — ainda que a prática ainda esteja muito aquém do discurso.
12. Reshma Saujani — Coding for Girls
Um nome mais recente, mas importante para o momento atual: Reshma Saujani é fundadora da Girls Who Code, uma organização americana criada em 2012 com o objetivo de fechar a lacuna de gênero na computação. Até 2023, a organização já havia alcançado mais de 500.000 meninas e jovens mulheres com programas de programação.O argumento de Reshma é direto: se a lacuna de gênero na computação não for resolvida na próxima geração, as desigualdades atuais se aprofundarão à medida que mais setores da economia forem dominados por software.
Pessoal, a história da computação — e da ciência como um todo — foi escrita com contribuições femininas que, por décadas, foram minimizadas, atribuídas a outros, ou simplesmente ignoradas. Ada Lovelace ficou obscura por mais de um século antes de ser redescoberta. As Hidden Figures da NASA eram chamadas de "computadoras" — um título que soava como função de apoio, não de protagonismo. Radia Perlman ainda hoje é mais reconhecida em cursos de redes do que no imaginário popular da tecnologia.
Isso não é apenas injustiça histórica — é uma perda real de referências para as gerações seguintes. Meninas que crescem sem ver mulheres em posições técnicas de prestígio recebem uma mensagem implícita de que esse não é o espaço delas. E cada vez que essa mensagem se repete, a área perde potencial.
Para todas as mulheres que estão em tecnologia, computação, eletrônica, robótica — ou que estão pensando em entrar: vocês têm uma genealogia intelectual poderosa. Usem ela.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.
Isso não é apenas injustiça histórica — é uma perda real de referências para as gerações seguintes. Meninas que crescem sem ver mulheres em posições técnicas de prestígio recebem uma mensagem implícita de que esse não é o espaço delas. E cada vez que essa mensagem se repete, a área perde potencial.
Para todas as mulheres que estão em tecnologia, computação, eletrônica, robótica — ou que estão pensando em entrar: vocês têm uma genealogia intelectual poderosa. Usem ela.
Por hoje é isso pessoal, um abraço e até a próxima.
Referências:
ANITAB.ORG. About AnitaB.org. AnitaB.org, [s.d.]. Disponível em: https://anitab.org/about-us/. Acesso em: 7 mar. 2026.
ANITAB.ORG. About AnitaB.org. AnitaB.org, [s.d.]. Disponível em: https://anitab.org/about-us/. Acesso em: 7 mar. 2026.
BRITANNICA. Margaret Hamilton. Encyclopaedia Britannica, 2017. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Margaret-Hamilton-American-computer-scientist. Acesso em: 7 mar. 2026.
GEORGE, A. Margaret Hamilton Led the NASA Software Team That Landed Astronauts on the Moon. Smithsonian Magazine, out. 2023. Disponível em: https://www.smithsonianmag.com/smithsonian-institution/margaret-hamilton-led-nasa-software-team-landed-astronauts-moon-180971575/. Acesso em: 7 mar. 2026.
GIRLS WHO CODE. About Girls Who Code. Girls Who Code, [s.d.]. Disponível em: https://girlswhocode.com/about-us. Acesso em: 7 mar. 2026.
IEEE COMPUTER SOCIETY. Frances E. Allen — A. M. Turing Award Laureate. ACM, 2006. Disponível em: https://amturing.acm.org/award_winners/allen_1012327.cfm. Acesso em: 7 mar. 2026.
MIT NEWS. Scene at MIT: Margaret Hamilton's Apollo code. MIT News, ago. 2016. Disponível em: https://news.mit.edu/2016/scene-at-mit-margaret-hamilton-apollo-code-0817. Acesso em: 7 mar. 2026.
NASA SCIENCE. Katherine Johnson. NASA Science, [s.d.]. Disponível em: https://science.nasa.gov/people/katherine-johnson/. Acesso em: 7 mar. 2026.
NASA SCIENCE. Margaret Hamilton. NASA Science, [s.d.]. Disponível em: https://science.nasa.gov/people/margaret-hamilton/. Acesso em: 7 mar. 2026.
TECHNOLOGY REVIEW. Margaret Hamilton. MIT Technology Review, ago. 2019. Disponível em: https://www.technologyreview.com/2019/08/16/579/margaret-hamilton/. Acesso em: 7 mar. 2026.
WIKIPEDIA. Ada Lovelace. Wikimedia Foundation, [s.d.]. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Ada_Lovelace. Acesso em: 7 mar. 2026.
WIKIPEDIA. Dorothy Vaughan. Wikimedia Foundation, [s.d.]. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Vaughan. Acesso em: 7 mar. 2026.
WIKIPEDIA. Grace Hopper. Wikimedia Foundation, [s.d.]. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Grace_Hopper. Acesso em: 7 mar. 2026.
WIKIPEDIA. Hedy Lamarr. Wikimedia Foundation, [s.d.]. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Hedy_Lamarr. Acesso em: 7 mar. 2026.
WIKIPEDIA. Mary Jackson (engineer). Wikimedia Foundation, [s.d.]. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Mary_Jackson_(engineer). Acesso em: 7 mar. 2026.
WIKIPEDIA. Radia Perlman. Wikimedia Foundation, [s.d.]. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Radia_Perlman. Acesso em: 7 mar. 2026.

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